O meu Filho está doente. E agora?

Oh -ites malvadas!

Esta semana o Rodrigo tem estado doentinho. Possivelmente, uma gastroenterite ou qualquer coisa semelhante.

E se há momentos em que é bom estar em casa, este é um deles! Saber que posso cuidar dele, sem pressas, nem culpas. Sem pressões, nem cobranças.

Possivelmente, uma das coisas mais difíceis de conciliar, quando se trabalha fora de casa, é as doenças das crianças (que teimam em ter todas as -ites a que têm direito, e mais algumas que lhes apareçam pelo caminho...).

Como Mães (e Pais, claro!) queremos poder estar com os nossos Filhos, quando eles estão doentes. É o que o instinto nos diz para fazermos! Mas, como trabalhadoras, sabemos que não é tão linear, que vai afetar a perceção que os outros têm do nosso desempenho e do nosso empenho.

Apesar de ser um direito (art. 49º, do Código de Trabalho, como se pode ver no site da CITE) e de a Segurança Social atribuir um subsídio, desde o primeiro dia que o menor necessita dos cuidados de um dos seus Pais (podem consultar essa informação no site da Seg. Social), este tema é, muitas vezes, motivo de tensão entre trabalhadores e empregadores. Muitas vezes, os Pais, pressionados para não faltar ao trabalho acabam por levar as crianças para a escola, mesmo doentes (o que vai fazer com que peguem o que têm aos outros e apanhem tudo o que andar por lá, por estarem mais debilitadas...).

Este nem é um caso de falta de legislação sobre o assunto (apesar de não me parecer nada lógico que se tenha direito a 30 dias, por ano, para dar assistência a um filho, menor de 12 anos e a 31 dias para dar assistência a dois filhos, menores de 12 anos... não sei qual é a vossa experiência, mas os meus têm tendência a ficar doentes um a seguir ao outro e não ao mesmo tempo, mas isso é tema para outro post...). A legislação existe. O apoio do Estado também existe. Poderá haver algum desconhecimento de quais os direitos dos trabalhadores, Pais e Mães (sugiro a consulta do portal Tenho um Criança, que tem informação muito completa sobre o que existe neste âmbito). 
Mas acho que falta, principalmente, uma sensibilização, junto dos empregadores, sobre a conciliação do trabalho e da vida familiar, com o seu impacto, não apenas na vida das pessoas, na sua produtividade, no seu grau de empenho para com a empresa, mas também numa perspetiva mais macro, do que acontece à taxa de natalidade quando essa conciliação não é permitida e no que a diminuição da taxa de natalidade significa para o País em geral, para as Famílias e para as Empresas também, claro! Porque as crianças são, realmente o nosso futuro (e não, não é apenas a letra de um música...)!

Eu tenho esperança de que isso venha a mudar (eu sou uma sonhadora, eu sei!) 
Começa-se a ver algumas empresas preocupadas com o bem-estar dos seus colaboradores (as mais bem sucedidas, curiosamente...). A felicidade dos colaboradores começa a ser uma preocupação das empresas mais atentas (ainda há dias li uma notícia sobre uma empresa que tem um Happiness Manager, cuja função é, precisamente, criar um ambiente saudável e familiar que permita os colaboradores da empresa sentirem-se verdadeiramente felizes no local de trabalho). A preocupação com o envolvimento dos colaboradores, com a retenção de talentos, com a criação de laços com a empresa já existe (vejam esta notícia, sobre a tendência de encarar os colaboradores como clientes dos departamentos de RH, tendo este a responsabilidade de melhorar a experiência das pessoas enquanto colaboradoras de uma empresa). É minha convicção que esta preocupação com as pessoas tem, necessariamente, que envolver a conciliação da vida profissional e familiar. Por isso, há esperança!

A questão é saber, quando é que esta tendência chegará à generalidade das empresas...





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