O Erro dos Contos de Fada



É claro que todos nós sabemos que os contos de fada não existem. E percebemos, bastante cedo, que o "Felizes para Sempre" não é real!


A vida tem altos e baixos, momentos Felizes e outros nem tanto. É o conjunto de todas essas vivências que faz de nós quem nós somos. Mas o erro dos contos de fada não se fica pelo "Felizes para Sempre", como se nada precisássemos fazer para manter essa Felicidade, para a alimentar. O erro dos contos de fada é muito maior!

O que é que todos os contos de fada têm em comum? A Branca de Neve é feliz para sempre com o seu Príncipe Encantado, enquanto a Madrasta Má cai em desgraça e fica triste e miserável, apesar de a Branca de Neve até a perdoar; a Bela Adormecida acorda do seu profundo sono e continua com a sua vida, com o seu Príncipe Encantado, enquanto a Bruxa Má é destruída; o Porquinho mais trabalhador tem uma casa maior e melhor, ainda salva os irmãos, enquanto o Lobo Mau foge/morre, queimado no caldeirão; a Formiga trabalhadora tem comida para o Inverno, enquanto a Cigarra, mandriona, acaba à mercê da bondade alheia... Ou seja, os bons vencem, são recompensados têm mais sucesso, são felizes... para sempre!

E o que há de errado nisso? Absolutamente nada, desde que não nos esqueçamos que os contos de fada são tão ficção, como qualquer outra história, livro ou filme! Só que, normalmente, temos muito cuidado em explicar às crianças que os monstros que vêem nas histórias, ou na televisão, não existem, não são reais, mas não contamos que o "Felizes para Sempre" também não existe; que o ser uma boa pessoa não garante uma felicidade eterna, nem uma recompensa do Universo; que nem sempre sabemos quem é o bom/mau em cada situação; já para não falar que nem todas as "princesas" precisam de um "príncipe encantado" para as salvar e serem muito felizes, juntos!


Vamos por partes:

   → as pessoas não são "Felizes para Sempre" só porque sim. A Felicidade exige trabalho, uma correta gestão de expectativas e uma capacidade de aceitação que nem sempre conseguimos ter. E não faz mal não ser/estar sempre Feliz! A vida é assim mesmo.

   → as pessoas não são (regra geral!) boas ou más! Todos nós fazemos coisas boas e coisas más. A vida não é preta ou branca: há muito tom de cinzento pelo meio. E nem todas as pessoas que fazem coisas más são castigadas e nem todas as que fazem coisas boas são recompensadas. Nem deve ser esse o motivo que nos leva a escolher o que fazer! Devemos ter uma motivação intrínseca, que faz com que sejamos nós próprios a determinar se uma determinada ação nos faz sentir bem, ou não, se ficamos com a consciência tranquila, ou não. E não uma recompensa externa.

   → as pessoas não têm todas o mesmo conceito de Felicidade. E esse conceito pode (deve) mudar ao longo da vida. Devemos aceitar isso com naturalidade, perder menos tempo com julgamentos de opções de vida; apoiar, ajudar e aceitar mais o próximo.


Por isso, não esqueçamos que os contos de fada não são retratos fieis da sociedade. Não são livros de História. Mas não deixam de ser excelentes histórias para contar antes de dormir...







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